Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Alice no pais das maravilhas



Alice no Pais das Maravilhas é uma história fantástica e um clássico da literatura infantil, nos cinemas uma versão atualizada que ainda não tive oportunidade de assistir. É um conto que no decorrer da história é possível encontrar referências simbólicas que remetem ao universo psíquico. No site da revista cérebro e mente encontrei um artigo que compartilho com vocês.









A história, que começa com uma meninha que cai em um buraco, acena para um ritual, para a entrada em uma outra dimensão. O autor busca referências no mundo dos sonhos para deixar vir à tona a insanidade dos personagens. A todo momento, a protagonista (e também o leitor) se confronta com uma lógica muito particular, como a do inconsciente, na qual a razão é tomada, invadida e superada. Nesse sentido, há um trecho especialmente curioso:

– Mas eu não quero ir para o meio de gente maluca – observou Alice.
– Ah, não adianta nada você querer ou não – disse o Gato. – Nós somos todos loucos
por aqui. Eu sou louco. Você é louca.
– E como é que você sabe que eu sou louca?
– Bem, deve ser – disse o Gato – ou então você não teria vindo parar aqui.


No mundo povoado por criaturas inusitadas, a gama de esquisitices (e possíveis patologias) é vasta. A Rainha apresenta um quadro de narcisismo exacerbado, ausência de compaixão e de empatia, além de tendência a comportamento violento. A Lebre e o Chapeleiro, por exemplo, parecem viver um uma loucura compartilhada (folie à deux): têm vínculo emocional forte e comungam crenças delirantes, principalmente em relação ao tempo (ambos crêm que são sempre 6 horas). A Duquesa é claramente incapaz de acolher um bebê: sacode o descontroladamente e recomenda que as crianças apanhem por espirrar, pois “obviamente” fazem isso para irritar os adultos. O Coelho Branco tem indícios de euforia e transtorno de ansiedade. O Albatroz sofre de narcolepsia. A centopeia é dependente de alucinógenos.

O título inicial dado à aventura inventada por Charles Lutwidge Dogson (verdadeiro nome do autor) – e oferecida de presente de Natal à pequena Alice (essa sim, uma garotinha de verdade) – era “As aventuras de Alice debaixo da terra”. Ao ser publicado pela primeira vez, em 1865, porém, o texto recebeu o título pelo qual o conhecemos hoje. Dois anos depois, Carroll escreveu Através do espelho e o que Alice encontrou lá, que também faz alusão ao mundo onírico.


Fonte: revista cérebro e mente

domingo, 25 de julho de 2010

Shrek em crise...




O ogro mais querido da garotada está em crise!!!!



Muito legal o novo filme do Shrek . A versão em 3D se torna ainda mais divertida ver que as trapalhadas desse ogro deixa o amor que ele sente por Fiona e os filhos ser ameaçado pela rotina. Desta vez Shrek está cansado de trocar as fraldas dos trigêmeos, não poder mais tomar seu banho de lama, nem seu drink preferido sem ser interrompido por uma afazer doméstico da Fiona. Seu maior desejo é voltar no tempo em que não se preocupava com nada, a não ser com sua vontade de assustar os outros. É aí que surge o terrível Rumpelstiltskin, no seguimento da frustração que sente com a rotina familiar, Shrek acaba por assinar um contrato mágico com Rumpelstiltskin que o coloca numa versão completamente alterada do mundo onde vivia. Nenhum dos amigos de Shrek, nem mesmo Fiona, com quem era casado até então, se recorda do ogro verde, que embarca assim numa aventura na esperança de recuperar a vida que tinha. E assim concretizar um final de conto de fadas, ou seja, "felizes para sempre".

Bem, é um filme infantil, que permeia o imaginário dos contos de fadas e sempre deixa uma bela lição no final, mas garanto que é um belo filme para toda família, principalmente para aqueles que estão cansados da rotina familiar e acha que nada tem de interessante perder uma tarde no cinema assistindo Shrek.

Postado por Ana Katarina Gurgel

terça-feira, 1 de junho de 2010

SEX AND CITY2
O ser humano é um insatisfeito por natureza. Quando está só, reclama da solidão. Quanto está acompanhado, reclama da falta de liberdade. Esta constante inquietação vem do desejo de ter aquilo que não se tem, outra característica essencialmente humana. Mas, afinal de contas, qual é então a saída? Sex and the City 2 não traz a resposta, mas apresenta algumas vertentes desta difícil arte de se relacionar com o outro.
Ao analisar as quatro protagonistas, pode-se imaginar que
Sex and the City 2 seja um filme sobre crises. Errado! Trata-se de um relato sobre a vida, as consequências trazidas pelas decisões tomadas e a verdade inevitável de que o tempo passa e as pessoas mudam. Para melhor ou para pior, não importa. Cada fase da vida tem suas particularidades, que precisam ser compreendidas para que seja plenamente saboreada.

Sex and city é um filme sobre relacionamentos. Apresentados sob a ótica feminina, é claro, o que não o torna um filme exclusivo para mulheres. É um filme, acima de tudo, sobre crescer. Crescer lidando com o passado, crescer ao confrontar as tentações do cotidiano, crescer ao enfrentar o medo. Crescer aprendendo que cada momento da vida é único e que reclamar do que se teve ou pode ter é apenas o melhor meio de não aproveitar o que tem. Como o próprio filme diz, "há uma vastidão de cores e opções a serem exploradas no relacionamento". Apenas é necessário saber encontrar aquela que melhor agrada. A cada um de nós.