terça-feira, 12 de outubro de 2010

Você sabe o que é ALIENAÇÃO PARENTAL?


O nome parece estranho e desconhecido principalmente por aqueles que o praticam, tanto a nível consciente como inconscientemente.

Me refiro as situações onde um dos pais manipula uma criança para que ela não goste do outro genitor.

Muitas vezes não é com a pior das intenções, mas um dos adultos começa a encarar a criança como uma confidente e divide com ela todas as mágoas que tem de seu parceiro. Outras tantas vezes, isso é feito para que a criança se afaste de um dos pais e também para puni-lo por motivos pessoais. Tais situações acontecem em familias onde o casal estão em vias de separação e a criança vira o escudo, a esponja que recebe todas as mazelas dessa conturbada relação.

As consequências são as piores possíveis para criança. Conheço uma garotinha que era bem afirmada, se relacionava super bem com todos, melhor nota da turma e em menos de 06 meses foi perdendo todo esse potencial auto-afirmativo e encontra-se hoje em terapia para resgatar e poder se resignificar, tudo devido a uma não aceitação do fim de um casamento.

Por mais madura que a criança seja, o que fica introjetado é uma série de sentimentos ruins acerca do outro genitor e isso provavelmente será integrado a si mesmo, formando sua estrutura de personalidade.

Os problemas dos adultos, do mundo dos adultos devem ficar na esfera dos adultos.

É preciso distinguir claramente que o fato de não ser um bom marido ou uma boa esposa, não quer dizer que não seja um bom pai ou boa mãe.

Sejam responsáveis, cuidado ao utilizarem os filhos como conselheiros e mais, não atribuam a sua separação aos filhos, tampouco pergunte a eles o que devem fazer ou o que eles acham, quem sabe da sua vida é você, quem tem de fazer a escolha é você e quando precisar desabafar busque uma amiga, ou procure um psicólogo.

Ana Katarina Gurgel


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Estudos mostram que pais são mais insatisfeitos que aqueles sem filhos


O uso de drogas ansiolíticas, a psicoterapia e os fins de semana inteiros passados na cama não estavam nos planos de alguns casais, quando decidiram ter filhos.

Nenhum conflito com as crianças: o problema são as atuais demandas da paternidade e da maternidade.






Allan Dantas e Andreza de Campos Vieira, com a filha Manuela; excesso de teorias aumenta frustração dos pais

"É bom, mas exaustivo. Depois do nascimento, na volta ao trabalho, engordei cinco quilos de ansiedade. Hoje, durmo tarde para ajudar minha filha na lição. Quando o alarme toca às 6h, quero chorar", diz a secretária Michele de Luna, 32, mãe de Maria Clara, 8.

"Eu me justifico o tempo todo, falo para ela que preciso trabalhar. Nos fins de semana, quero fazer de tudo com ela, para compensar a semana. É culpa demais."

A constatação dos acadêmicos é ainda mais dura. Os estudos feitos nos EUA e na Europa nos últimos anos mostram que, em relação aos que não têm filhos, os pais demonstram níveis mais baixos de bem-estar mental, felicidade, satisfação com a vida e com o casamento.

Um último trabalho, publicado em 2009 no "Journal of Happiness Studies", até tentou contrariar os resultados das pesquisas anteriores.

Depois de analisar dados de 15 mil britânicos por uma década, um economista escocês atestou que pessoas com filhos eram mais felizes.

Mas a euforia durou pouco: em março deste ano, o autor publicou uma errata. Ao rever os números, viu que "o efeito de ter filhos na satisfação das pessoas é frequentemente negativo".

"Há uma sensação de perda, de não estar dando o que poderia. E uma cobrança grande. Qualquer distúrbio de comportamento é visto como culpa da criação dada pelos pais", analisa a cientista social Maria Coleta Oliveira, professora da Unicamp.

No Reino Unido, a Universidade de Kent centraliza uma rede de pesquisadores de todo o mundo que se dedicam a entender as peculiaridades do que chamam de nova cultura parental.

"Ser pai ou mãe passou a ser considerada uma atividade ou habilidade, e não uma forma de relacionamento, e é retratada como algo inacreditavelmente difícil", explica à Folha Jan Macvarish, pesquisadora da universidade.

Com tanta pressão, fica difícil educar um filho sem se sentir mal e aquém das expectativas próprias e alheias.

O excesso de informações sobre como criar a prole gera a impressão de que uma boa educação deve ser guiada por um especialista.

O LADO DELES

A mãe já está acostumada a carregar o mundo dos filhos nas costas. Mas o papel do homem na educação ganhou destaque nos últimos tempos, abrindo espaço para mais culpa e frustrações.

"Fala-se muito do novo pai. Há cobrança para que ele esteja mais presente. Mas que chefe entende o executivo não ir à reunião para levar o filho ao pediatra?", indaga Maria Coleta de Oliveira.

O publicitário Carlos Munis, 31, viveu esse drama nos primeiros anos de Igor, 10. O excesso de pitacos da família e dos amigos o deixou "bloqueado". Ter se separado da mulher também contribuiu para o afastamento.

"Eu não sabia como dar banho, fazer dormir, dar comida sem me estressar. Minha autoestima foi lá pra baixo. É muita gente falando,você se sente incapaz."

Com o tempo, Carlos aprendeu a assumir a paternidade. "Passei a participar mais. Pai sempre se sente frustrado. Mas, hoje, faço do meu jeito e, se erro, erro por algo que achei que era certo."

Para Macverish, os homens se tornaram "alvo" de campanhas sobre criação dos filhos, o que gera tensões entre o casal. "Em vez de negociar apenas o ponto de vista dos dois sobre os filhos, pai e mãe estão incorporando mais conselhos externos."

O psicanalista Rubens de Aguiar Maciel, que pesquisou futuros pais, constatou a insegurança em relação às novas competências paternas. "É muita pressão. Eles internalizam a cobrança da sociedade."

Pesquisas feitas no Brasil mostram que apenas um terço dos pais encontram o equilíbrio entre dar afeto e limites. Outro terço é considerado negligente, 15% são autoritários e 15%, permissivos.

"Pensa-se pouco sobre como ter e em ter filhos. As pessoas acham que sabem como fazer, por causa do excesso de informações", diz a psicóloga Lídia Weber, da Universidade Federal do Paraná.

Mesmo com filhos bem planejados, a situação pode parecer fora do controle.

A analista de negócios Andreza de Campos Vieira, 29, decidiu buscar ajuda de um terapeuta para minimizar a culpa que sente ao se desdobrar entre a rotina e os cuidados com Manuela, de um ano e cinco meses.

"Nunca achei que iria sofrer desse jeito sendo mãe. Mas já tive urticárias, dores de cabeça. Me cobro demais para fazer coisas que não consigo."

COISINHAS

A autônoma Amanda Paradela, 34, mãe de Igor,10, e de Kaian, 5, já dormiu fins de semana inteiros para descansar. "Mesmo nessa exaustão, me culpo. Se um fica doente, é porque não estou, e a babá não cuida direito. Você está no seu limite, mas cada coisinha parece um problemão."

Não é fácil se livrar da frustração. Mas tomar consciência de que ela existe é bom.

"O que deve estar em jogo é o afeto", diz a psicanalista Belinda Mandelbaum, coordenadora do laboratório de estudos da família, relações de gênero e sexualidade da USP. E alivia: "O importante é entender que não existe um modelo ideal. Existe o possível para cada um".

JULLIANE SILVEIRA
DE SÃO PAULO


RECADINHOS AOS PAIS:
  • Façam o que podem!!!
  • Não podemos dar mais do que temos!!!
  • Teorizem menos, "Psicologizem" menos, estudem/ analisem menos os seus filhos!!!
  • Brinquem mais, cuidem mais, riam mais com eles!!!!
  • Ria mais dos seus erros "educacionais"!!
  • Dê mais limites, menos brinquedos, mais reconhecimento!!
  • Não se esqueçam que antes de serem pais, são homens e mulheres, vivam o casal, se divirtam. Aos solteiros, digo o mesmo!!!!
  • SAIAM DA CULPA!!!!
Ana Katarina Gurgel
"A riqueza dos sonhos e pesadelos está no fato de nos trazerem conteúdos do inconsciente. A diferença entre os dois é gostarmos ou não desses 'recados' que, uma vez compreendidos, param de nos assombrar" (Lúcia Rosenberg - psicanalista)

Guia ensina médicos a dar más noticias





Após trabalhar 10 anos com pacientes com câncer e sentir o quanto é difícil compartilhar o momento do diagnóstico, qual não foi minha surpresa ao encontrar na Folha de São Paulo o guia que está sendo preparado para os profissionais da área de saúde ao dar uma noticia de estado de saúde ao seu paciente.

A publicação é fruto de um programa para melhorar a transmissão de informações sobre diagnósticos, recidivas (reaparecimento da doença), efeitos colaterais ou esgotamento de opções terapêuticas. Deve ser distribuído na rede do Sistema Único de Saúde a partir de novembro.

A coordenadora da política de humanização no Inca, Priscila Magalhães, diz que, apesar de fazerem parte da rotina, más notícias causam sofrimento a médicos, enfermeiros e outros profissionais.

Sem saber como lidar com os próprios sentimentos, eles passam as informações de forma inadequada.

"O tema é pouco abordado em faculdades. Na medicina, em geral aparece apenas nas cadeiras de psicologia médica", diz Magalhães. Segundo ela, quando começam a trabalhar, "muitos não sabem lidar com essas limitações e as encaram como fracasso pessoal".

As consequências desse despreparo atingem tanto os pacientes quanto os profissionais, que não raro desenvolvem problemas psicológicos. Os passos acima servem também de referência para os cuidadores e familiares.



Hiperativdade



LONDRES - O transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma doença genética, segundo estudo realizado por cientistas britânicos e publicado na última edição da revista médica The Lancet.

Os pesquisadores do Centro de Neuropsiquiatria Genética e do Departamento de Neurologia e Medicina Psicológica da Universidade de Cardiff, no País de Gales, dizem que o TDAH é um transtorno de desenvolvimento cerebral após analisar 366 crianças com o problema e 1.047 sem.

Os portadores do distúrbio são inquietos, impulsivos e distraídos, enumeram os especialistas, que estimam que uma em cada 50 crianças tenha TDAH. Durante anos, considerou-se que o problema estava na falta de disciplina dada pelos pais ou no consumo de açúcar, apesar de existirem vários fatores que sugerem que ele pode ter um componente genético.

Segundo o levantamento, uma criança que tem um dos pais com TDAH é mais propensa a sofrer dessa condição do que outra cujos pais são saudáveis. O transtorno de deficit de atenção e hiperatividade não tem cura, mas os sintomas podem ser tratados com medicamentos e terapias para melhorar o comportamento.

Os pesquisadores descobriram que crianças com TDAH têm segmentos duplicados de DNA em comparação com aquelas sem hiperatividade. "Esperamos que esses resultados ajudem a superar o estigma associado ao distúrbio", diz Anita Thapar, principal autora do estudo. Ela recorda que muitas vezes as pessoas atribuem o TDAH à indisciplina por parte dos pais ou a uma dieta pobre.

"Como médica clínica, estava claro para mim que esse não era o caso. Agora podemos dizer que o TDAH é uma doença genética e que o cérebro de crianças com esse transtorno se desenvolve de forma diferente do das outras", completou.

Outra pesquisadora, Kate Langley, afirma que "o TDAH não é causado por uma única alteração genética, mas por uma série de mudanças no DNA que interagem com fatores ambientais ainda não identificados".

Segundo a equipe de especialistas, as descobertas devem ajudar a esclarecer mal entendidos sobre a hiperatividade. "A genética nos permite contar com uma janela da biologia cerebral. No futuro, essas conclusões ajudarão a decifrar a base biológica do TDAH e, por sua vez, a desenvolver tratamentos novos e mais eficazes", conclui Anita.

Concordo com tudo que a especialista cita acima, no entanto há de se deixar claro que o distúrbio é facilmente confundido com faltas que existem nas relações, tanto entre o pai, quanto com relação a mãe, e isso envolve desde as falta de limites/disciplina à um vinculo mal estabelecido com os referencias de segurança, de afeto, de proteção. É óbvio para quem trabalha com desenvolvimento infantil que o distúrbio está associado à FALTAS nas relações familiares sim, tanto é que o trabalho desenvolvido com a Psicomotricidade Relacional surte um resultado claramente constatado nesse grupo de crianças. No entanto, há um outro grupo de crianças, no qual percebemos não só uma hiperatividade, mas também outros aspectos co-relacionados como distúrbio na linguagem, na motricidade, que também nos deixa claro que existe algo mais nessas crianças. Ótimos descobrirmos relação cerebral com o transtorno, desculpabilizando os pais de provocar nos filhos problemas aos quais não conseguem resolver, no entanto, precisamos tomar cuidado com a força dos laboratórios na publicidade dessa informação como forma de vender justamente para os pais que não conseguem lidar com as faltas dos filhos e termos aí muitas crianças diagnosticadas de forma equivocada, dependentes de uma medicação que não suprirá nunca as FALTAS vividas no corpo e no psiquismo delas.

Ana Katarina Gurgel - fonte: Estadão


terça-feira, 10 de agosto de 2010


“O principal objetivo da Terapia Psicológica não é transportar o paciente para um impossível estado de felicidade, mas sim ajudá-lo a adquirir firmeza e paciência diante do sofrimento. A vida acontece no equilíbrio entre a alegria e a dor. Quem não se arrisca para além da realidade jamais encontrará a verdade.” Carl G. Jung


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Aos pacientes do C.O.H.M.



Queridos pacientes do Centro de Oncologia de Mossoró, local onde trabalhei durante 10 anos e ao qual nutro grande carinho. Assistindo ao Jô Soares, escutei uma frase maravilhosa do vice-presidente do Brasil que batalha contra um câncer raro e que me fez lembrar de todos vocês.

"Costumo dizer que se Deus quiser me levar, Ele não precisa de câncer para isso. E, se não quiser, não há câncer que me leve. Então, eu não tenho medo." (José Alencar - julho de 2010, entrevista do jô)

Não temam, lutem, essa é uma história que não é só sua, é de muitos e muitos estão na batalha com vocês, abraços saudosos.

Ana Katarina Gurgel

Alice no pais das maravilhas



Alice no Pais das Maravilhas é uma história fantástica e um clássico da literatura infantil, nos cinemas uma versão atualizada que ainda não tive oportunidade de assistir. É um conto que no decorrer da história é possível encontrar referências simbólicas que remetem ao universo psíquico. No site da revista cérebro e mente encontrei um artigo que compartilho com vocês.









A história, que começa com uma meninha que cai em um buraco, acena para um ritual, para a entrada em uma outra dimensão. O autor busca referências no mundo dos sonhos para deixar vir à tona a insanidade dos personagens. A todo momento, a protagonista (e também o leitor) se confronta com uma lógica muito particular, como a do inconsciente, na qual a razão é tomada, invadida e superada. Nesse sentido, há um trecho especialmente curioso:

– Mas eu não quero ir para o meio de gente maluca – observou Alice.
– Ah, não adianta nada você querer ou não – disse o Gato. – Nós somos todos loucos
por aqui. Eu sou louco. Você é louca.
– E como é que você sabe que eu sou louca?
– Bem, deve ser – disse o Gato – ou então você não teria vindo parar aqui.


No mundo povoado por criaturas inusitadas, a gama de esquisitices (e possíveis patologias) é vasta. A Rainha apresenta um quadro de narcisismo exacerbado, ausência de compaixão e de empatia, além de tendência a comportamento violento. A Lebre e o Chapeleiro, por exemplo, parecem viver um uma loucura compartilhada (folie à deux): têm vínculo emocional forte e comungam crenças delirantes, principalmente em relação ao tempo (ambos crêm que são sempre 6 horas). A Duquesa é claramente incapaz de acolher um bebê: sacode o descontroladamente e recomenda que as crianças apanhem por espirrar, pois “obviamente” fazem isso para irritar os adultos. O Coelho Branco tem indícios de euforia e transtorno de ansiedade. O Albatroz sofre de narcolepsia. A centopeia é dependente de alucinógenos.

O título inicial dado à aventura inventada por Charles Lutwidge Dogson (verdadeiro nome do autor) – e oferecida de presente de Natal à pequena Alice (essa sim, uma garotinha de verdade) – era “As aventuras de Alice debaixo da terra”. Ao ser publicado pela primeira vez, em 1865, porém, o texto recebeu o título pelo qual o conhecemos hoje. Dois anos depois, Carroll escreveu Através do espelho e o que Alice encontrou lá, que também faz alusão ao mundo onírico.


Fonte: revista cérebro e mente

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

"Amar é suportar ser ridículo. A partir dos 30 anos as pessoas estão escaldadas, já tiveram decepções amorosas. Daí o medo. Mesmo assim, vale a pena arriscar novamente, ainda sabendo que pode se ferrar de novo. Mas se a pessoa só se ferra, é hora de desconfiar de suas más escolhas. Tem gente que tem prazer em sofrer."
Jorge Forbes. Todo Mundo Quer Amor - Entrevista para a revista Marie Claire, dezembro de 2001

Puberdade precoce



A Puberdade chega mais cedo nesse século. Crianças estão entrando na puberdade por volta dos 8-10 anos de idade




Sua filha trocou a boneca pelo batom mais cedo do que você imaginava? Ela não é a única. Um estudo americano publicado no site da Pediatrics, da Associação Americana de Pediatria, neste mês mostrou que a idade em que as meninas começam a entrar na puberdade caiu nas últimas duas décadas. A tendência é que essa queda continue a acontecer. A pesquisa "Pubertal Assessment Method and Baseline Characteristics in a Mixed Longitudinal Study of Girls” avaliou o início da puberdade em mais de 1200 jovens em três cidades.
Os pesquisadores descobriram que 10,4 % das meninas brancas não-hispânicas tinham começado a puberdade aos 7 anos – o estudo levou em consideração o desenvolvimento dos seios – em comparação com 23,4 % das meninas negras e 14,9 % das meninas latino-americanas. Entre as meninas de 8 anos, a puberdade começou em 18,3 % das garotas brancas não-hispânicas, 42,9 % das meninas negras e 30,9 % das meninas latino-americanas. O começo precoce da puberdade pode ser causado por uma combinação de fatores genéticos, ambientais e individuais, como o peso. Sinais como o aparecimento de pêlos pubianos e o crescimento das mamas, porém, não devem ser encarados como um problema em garotas dessa faixa etária em todos os casos. “Nem sempre é indicativo de uma patologia. Às vezes, é mesmo o desenvolvimento natural, já que o início da puberdade varia muito para cada indivíduo”, explica o endocrinologista do Hospital São Luiz, Alex Carvalho Leite. De acordo com ele, é provável que o aumento não seja tão alto assim. Isso porque a medicina evoluiu bastante nos últimos anos e, atualmente, faz pesquisas e diagnósticos que antes não eram possíveis. O conselho aos pais é que, ao notar sinais de que a puberdade está começando muito cedo, levem os filhos ao pediatra para uma consulta. Ele decidirá se é o caso de encaminhar a um endocrinologista para solicitar exames específicos. Só assim será possível detectar se a situação é patológica e precisa de tratamento ou não. Os tratamentos variam conforme as causas do problema e podem ser despendiosos. Como fazem parte da política de saúde do governo, no entanto, muitos podem ser obtidos na rede pública.

Fonte: Revista Crescer

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010





"Toda despedida é dor... tão doce todavia, que eu te diria boa noite até que amanhecesse o dia." (William Shakespeare)

Psicopatas moram ao lado


O termo “psicopata” caiu na boca do povo, embora na maioria das vezes seja usado de forma equivocada. Na verdade, poucos transtornos são tão incompreendidos quanto a personalidade psicopática. Descrita pela primeira vez em 1941 pelo psiquiatra americano Hervey M. Cleckley, do Medical College da Geórgia, a psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos. Encantadoras à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como “normais” pelos que as conhecem superficialmente. No entanto, costumam ser egocêntricas, desonestas e indignas de confiança. Com freqüência adotam comportamentos irresponsáveis sem razão aparente, exceto pelo fato de se divertirem com o sofrimento alheio. Os psicopatas não sentem culpa. Nos relacionamentos amorosos são insensíveis e detestam compromisso. Sempre têm desculpas para seus descuidos, em geral culpando outras pessoas. Raramente aprendem com seus erros ou conseguem frear impulsos. Não é de surpreender, portanto, que haja um grande número de psicopatas nas prisões. Estudos indicam que cerca de 25% dos prisioneiros americanos se enquadram nos critérios diagnósticos para psicopatia. No entanto, as pesquisas sugerem também que uma quantidade considerável dessas pessoas está livre. Alguns pesquisadores acreditam que muitos sejam bem-sucedidos profissionalmente e ocupem posições de destaque na política, nos negócios ou nas artes. Especialistas garantem que a maioria dos psicopatas é homem, mas os motivos para esta desproporção entre os sexos são desconhecidos. A freqüência na população é aparentemente a mesma no Ocidente e no Oriente, inclusive em culturas menos expostas às mídias modernas. Em um estudo de 1976 a antropóloga americana Jane M. Murphy, na época na Universidade Harvard, analisou um grupo indígena, conhecido como inuíte, que vive no norte do Canadá, próximo ao estreito de Bering. Falantes do yupik, eles usam o termo kunlangeta para descrever “um homem que mente de forma contumaz, trapaceia e rouba coisas e (...) se aproveita sexualmente de muitas mulheres; alguém que não se presta a reprimendas e é sempre trazido aos anciãos para ser punido”. Quando Murphy perguntou a um inuit o que o grupo normalmente faria com um kunlangeta, ele respondeu: “Alguém o empurraria para a morte quando ninguém estivesse olhando”. O instrumento mais usado entre os especialistas para diagnosticar a psicopatia é o teste Psychopathy checklist-revised (PCL-R), desenvolvido pelo psicólogo canadense Robert D. Hare, da Universidade da Colúmbia Britânica. O método inclui uma entrevista padronizada com os pacientes e o levantamento do seu histórico pessoal, inclusive dos antecedentes criminais. O PCL-R revela três grandes grupos de características que geralmente aparecem sobrepostas, mas podem ser analisadas separadamente: deficiências de caráter (como sentimento de superioridade e megalomania), ausência de culpa ou empatia e comportamentos impulsivos ou criminosos (incluindo promiscuidade sexual e prática de furtos). Apesar das pesquisas realizadas nas últimas décadas, três grandes equívocos sobre o conceito de psicopatia persistem entre os leigos. O primeiro é a crença de que todos os psicopatas são violentos. Estudos coordenados por diversos pesquisadores, entre eles o psicólogo americano Randall T. Salekin, da Universidade do Alabama, indicam que, de fato, é comum que essas pessoas recorram à violência física e sexual. Além disso, alguns serial killers já acompanhados manifestavam muitos traços psicopáticos, como a capacidade de encantar o interlocutor desprevenido e a total ausência de culpa e empatia. No entanto, a maioria dos psicopatas não é violenta e grande parte das pessoas violentas não é psicopata. Dias depois do incidente da Universidade Virginia Tech, em 16 de abril de 2007, em que o estudante Seung-Hui Cho cometeu vários assassinatos e depois se suicidou, muitos jornalistas descreveram o assassino como “psicopata”. O rapaz, porém, exibia poucos traços de psicopatia. Quem o conheceu descreveu o jovem como extremamente tímido e retraído. Infelizmente, a quarta edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-IV-TR) reforça ainda mais a confusão entre psicopatia e violência. Nele o transtorno de personalidade anti-social (TPAS), caracterizado por longo histórico de comportamento criminoso e muitas vezes agressivo, é considerado sinônimo de psicopatia. Porém, comprovadamente há poucas coincidências entre as duas condições. O segundo mito diz que todos os psicopatas sofrem de psicose. Ao contrário dos casos de pessoas com transtornos psicóticos, em que é freqüente a perda de contato com a realidade, os psicopatas são quase sempre muito racionais. Eles sabem muito bem que suas ações imprudentes ou ilegais são condenáveis pela sociedade, mas desconsideram tal fato com uma indiferença assustadora. Além disso, os psicóticos raramente são psicopatas. O terceiro equívoco em relação ao conceito de psicopatia está na suposição de que é um problema sem tratamento. No seriado Família Soprano, dra. Melfi, a psiquiatra que acompanha o mafioso Tony Soprano, encerra o tratamento psicoterápico porque um colega a convence de que o paciente era um psicopata clássico e, portanto, intratável. Diversos comportamentos de Tony, entretanto, como a lealdade à família e o apego emocional a um grupo de patos que ocuparam a sua piscina, tornam a decisão da terapeuta injustificável. Embora os psicopatas raramente se sintam motivados para buscar tratamento, uma pesquisa feita pela psicóloga Jennifer Skeem, da Universidade da Califórnia em Irvine, sugere que essas pessoas podem se beneficiar da psicoterapia como qualquer outra. Mesmo que seja muito difícil mudar comportamentos psicopatas, a terapia pode ajudar a pessoa a respeitar regras sociais e prevenir atos criminosos.

Autores: Scott O. Lilienfeld e Hal Arkowitz são professores de psicologia; o primeiro, da Universidade Emory, e o segundo, da Universidade do Arizona.

PARA CONHECER MAIS Without conscience – The disturbing world of the psychopaths among us. Robert D. Hare. Guilford Press, 1999. Handbook of psychopathy. Christopher J. Patrick (ed.), Guilford Press, 2007. Scott O. Lilienfeld e Hal Arkowitz são professores de psicologia; o primeiro, da Universidade Emory, e o segundo, da Universidade do Arizona.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Mais uma de Martha

..."Todo ser humano necessita despertar desejo. Quando as pessoas nos olham e não nos diferenciam de uma cadeira, a coisa vai mal. Isso acontece muito naquela instituição, como é mesmo o nome? Casamento. Os dois seguem se amando, mas já estão há tanto tempo juntos que não faz mais diferença se a mulher embarangou ou se o marido perdeu os dois dentes da frente: "amo você de qualquer jeito, bem". Ama, sem dúvida. Mas não nos enxerga mais. É aí que mora o perigo. Homens e mulheres precisam de um espelho que lhes diga constantemente o quanto são interessantes e atraentes. Se o espelho rachou em casa e não reflete mais nada, das duas uma: ou a gente se entrega ao desleixo, ou vai buscar reflexos de si mesmo em outro alguém..."
(Martha Medeiros)

segunda-feira, 26 de julho de 2010



A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que
vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
(A banda - Chico Buarque)

Depressão e o mundo cinza



Para pessoas com depressão, o mundo realmente parece nublado. Isso porque elas mostram uma deficiência em perceber contraste em imagens.
Emanuel Bubl, da Universidade de Freiburg, e colegas colocaram um eletrodo em um dos olhos de 40 pessoas com depressão e 40 pessoas sem a doença. Os eletrodos mediram a atividade nos nervos que conectam fotorreceptores (que detectam aspectos diferentes da luz) ao nervo óptico, mas não ao cérebro. Os participantes permaneceram sentados em um quarto escurecido enquanto olhavam para uma tela que mostrava um padrão xadrez em preto e branco. O padrão ficava cada vez mais cinza em seis estágios distintos, reduzindo o contraste entre os quadrados pretos e os quadrados brancos. Cada estágio foi apresentado por dez segundos, e o experimento foi repetido por uma hora. Em pessoas com depressão, os sinais elétricos para o nervo óptico eram menores. Quando esses participantes viam a tela no primeiro estágio (quadrados preto e branco), sua atividade elétrica era um terço da atividade em participantes saudáveis. E quanto maior o grau de depressão, pior a detecção de contraste. O principal autor do estudo, publicado na revista "Biological Psychiatry", acredita que uma técnica parecida poderia ser usada para auxiliar no diagnóstico de depressão clínica. Para Mathew Martin-Iverson, da Universidade da Austrália Ocidental, em Perth, Austrália, uma possível explicação está no fato que neurotransmissores que regulam a atividade nervosa na visão poderiam também estar envolvidos no processamento de emoções.

Con informações do site Folha - UOL

Mãe!!!! Você não é incompetente, é MÃE!!!!

Buscando imagens para colar num post, entrei num site muito interessante. Cinco mães "blogueiras" resolveram se unir e elaborar um manifesto pela valorização da maternidade.
De uma forma bem desculpabilizante elas tentam enquadrar a mãe moderna em um ser HUMANO!!!!!
O grupo cria foi idealizado para aquelas mães que fazem tudo, mas sempre tem a sensação que não foi suficiente. Que sempre se culpa. Que não entende porque compra o aromatizante e o inseticida da propaganda, mas mesmo assim a casa não exala perfume, limpeza e a muriçoca pica seu filho a noite. Que sabe das múltiplas jornadas de trabalho e que se segura para não chegar ao máximo da exaustão física e emocional. Se você ainda não teve a oportunidade de conhecer esse trabalho, conheça, e se idenficar-se, assine o manifesto.
Porque somos apenas mães que queremos o melhor para nossos filhos, não somos incompetentes...






Visite o site: http://www.grupocria.com.br/

Postado por Ana Katarina Gurgel

domingo, 25 de julho de 2010

Shrek em crise...




O ogro mais querido da garotada está em crise!!!!



Muito legal o novo filme do Shrek . A versão em 3D se torna ainda mais divertida ver que as trapalhadas desse ogro deixa o amor que ele sente por Fiona e os filhos ser ameaçado pela rotina. Desta vez Shrek está cansado de trocar as fraldas dos trigêmeos, não poder mais tomar seu banho de lama, nem seu drink preferido sem ser interrompido por uma afazer doméstico da Fiona. Seu maior desejo é voltar no tempo em que não se preocupava com nada, a não ser com sua vontade de assustar os outros. É aí que surge o terrível Rumpelstiltskin, no seguimento da frustração que sente com a rotina familiar, Shrek acaba por assinar um contrato mágico com Rumpelstiltskin que o coloca numa versão completamente alterada do mundo onde vivia. Nenhum dos amigos de Shrek, nem mesmo Fiona, com quem era casado até então, se recorda do ogro verde, que embarca assim numa aventura na esperança de recuperar a vida que tinha. E assim concretizar um final de conto de fadas, ou seja, "felizes para sempre".

Bem, é um filme infantil, que permeia o imaginário dos contos de fadas e sempre deixa uma bela lição no final, mas garanto que é um belo filme para toda família, principalmente para aqueles que estão cansados da rotina familiar e acha que nada tem de interessante perder uma tarde no cinema assistindo Shrek.

Postado por Ana Katarina Gurgel

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Homosexualismo e filhos feito de amor





Mães lésbicas: filhos felizes e saudáveis





Ter pais homossexuais não prejudica o desenvolvimento das crianças. Pelo contrário, uma pesquisa norte-americana revela que os filhos de lésbicas podem até se desenvolver melhor que os de casais heterossexuais. Ao todo, 84 famílias americanas, compostas por casais de lésbicas, foram acompanhadas por mais de 17 anos. Todas as mulheres concordaram em responder questionários que seriam enviados periodicamente pelos pesquisadores. As questões abordavam o desempenho escolar e as habilidades sociais das crianças. Ao longo dos anos, os cientistas constataram que elas tinham mais confiança, autoestima, melhor desempenho escolar e eram menos agressivas do que algumas crianças filhos de heterossexuais. As crianças, assim como as mães, também responderam aos questionários. Foram duas etapas, a primeira aos 10 anos de idade e outra aos 17. As perguntas eram relacionadas à vida social, comportamento, sentimentos, ansiedade e depressão. Com isso, os pesquisadores descobriram que 41% das crianças já tinham sofrido discriminação e enfrentado provocações por serem criadas por pais do mesmo sexo. “Os possíveis problemas a serem encontrados por filhos de pais homossexuais têm a ver com a ignorância e o preconceito social”, afirma o psicólogo Klecius Borges. Aos 10 anos elas apresentavam mais sinais de estresse psicológico do que os filhos de heterossexuais. Mas aos 17 os sentimentos ruins já não faziam mais parte da vida dos adolescentes. A participação ativa das mães homossexuais é apontada pelos pesquisadores como uma possível causa para o melhor desempenho das crianças. Eles afirmam que lésbicas estimulam seus filhos a lidar com o preconceito e a diversidade. Além de abordar com mais naturalidade temas como sexualidade e tolerância. “Essas mães devem educar seus filhos a partir de uma visão positiva e afirmativa sobre os diferentes modelos familiares e prepará-los para lidar com o preconceito”, diz Borges. Essa é a primeira pesquisa realizada exclusivamente com casais de lésbicas que constituíram uma família por meio da inseminação artificial. Até então, os estudos nesse sentido eram feitos com crianças criadas por casais gays, mas geradas em diferentes circunstâncias: relações heterossexuais, adoção e também inseminação. Esses estudos anteriores não apontavam diferenças significativas entre os filhos de heterossexuais e homossexuais.

Fonte: blog crescer

sábado, 17 de julho de 2010

Mulher, teu nome é desejo


A falta de desejo sexual afeta 70% das pacientes atendidas na ginecologia do HC. Não existe medicamento que, comprovadamente, aumente a libido feminina; antidepressivo pode aumentar sintomas








A maioria das mulheres que sofre de falta de desejo sexual e recorre medicamentos para tentar recuperar a libido não tem nenhum problema físico que justifique o problema. A dificuldade está atrelada a questões psíquicas. “Em 90% dos casos a questão psicológica e não orgânica; drogas como antidepressivos podem até inibir o desejo sexual”, afirma a ginecologista Elsa Gay, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), ligado à Secretaria de Estado da Saúde. Ela observa, porém, que não existe nenhuma medicação para aumentar a libido feminina que tenha eficácia comprovada. “No setor de Ginecologia do HC, 70% das mulheres atendidas no ambulatório alegam ter perdido a libido e quando o sexo deixa de proporcionar prazer, é sinal de que algo está errado. A correria, o estresse do trabalho e a preocupação com os filhos e com a casa são grandes vilões da sexualidade. Quando há crises no relacionamento, a mulher se fecha para a vida sexual”, afirma. Ter um bom conhecimento do próprio corpo também é essencial para uma vida sexual satisfatória. Segundo a médica, a maior incidência de mulheres que sofrem com a falta de desejo sexual está entre as que já passaram pela menopausa, mas o problema pode atingir a mulher em qualquer idade. Nesses casos, o acompanhamento psicoterápico é fundamental para a descoberta (ou o reencontro) da autoestima e da própria capacidade de sentir prazer.


Fonte Blog cérebro e mente

sexta-feira, 16 de julho de 2010

CRIAR LAÇOS

E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…
- Quem és tu? perguntou o principezinho.
Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste…
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.
Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.
Significa
criar laços…
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos.

E eu não tenho necessidade de ti.
E tu não tens necessidade de mim.

Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo… Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música.

E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo…
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe,
mas eu não tenho tempo
. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa.
Mas tu não a deves esquecer.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas

O pequeno príncipe - Antoine Saint-Exupery

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Mulheres


"Visto-me para ocasiões, para personagens. Há mulheres em meu armário, penduradas em meus cabides, uma mulher diferente para cada terninho, cada vestido, cada par de sapatos.
Acumulo roupas. Minha maquiagem transborda das gavetas do banheiro, e há mulheres diferentes para batons diferentes."

Marya Hornbacher
In Dissipada

terça-feira, 13 de julho de 2010


Esquadros

Eu ando pelo mundo
Prestando atenção
Em cores que eu não sei o nome
Cores de Almodovar, cores de Frida Kahlo, cores

Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção no que meu irmão ouve
E como uma segunda pele, um calo, uma casca
Uma cápsula protetora
Eu quero chegar antes
Pra sinalizar o estar de cada coisa
Filtrar seus graus

Eu ando pelo mundo divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome
Dos meninos que têm fome

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, Pela janela
Quem é ela, quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle.
Eu ando pelo mundo
E os automóveis correm para quê?
E as crianças, pra onde correm?
Transito entre dois lados
De um lado, eu gosto de opostos
Exponho o meu modo, me mostro
Eu canto para quem?

Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço?
Meu amor, cadê você?
Eu acordei, não tem ninguém ao lado.

Adriana Calcanhoto




segunda-feira, 12 de julho de 2010

ÚLTIMA JOGADA

x

Digno de um filme de terror, o assunto da semana foi sem dúvida o caso Bruno, goleiro do flamengo, suspeito de ser mandante do assassinato da sua amante Eliza. Como psicóloga sempre tem alguém que pede minha opinião sobre o caso, respondo-lhe que é complicado falar sem conhecimento de causa e traçar perfis de um ou de outro com base apenas no que a mídia fala, mas dois pontos não podemos desconsiderar em torno dessa história, que ambos foram abandonados pelos seus referenciais de segurança e afeto deixando marcas profundas na forma e no trato com o mundo ao seu redor e claro, há nessa história uma disputa/jogo de poderes.

Eliza parece-me que era uma menina pobre, abandonada pela mãe ainda na infância, sem modelo, sem referencial de mulher integrado, buscava o tempo todo agregar valor a si mesma, saindo com jogadores famosos ou utilizando a sua sexualidade como produto ou um pseudo-poder; Quando esse produto gerou um fruto, um filho, Eliza agregou a esse filho e portanto a si um poder que antes não tinha, alimentando assim seu ego (eu posso), banalizando o perigo tantas vezes alertado.

Bruno também foi um garoto pobre e abandonado pela mãe, objeto de amor e desejo de todo menino. As relações que tinha com as mulheres podem atestar as “sequelas” desse abandono. O poder, Bruno já tinha conquistado. O ego sempre inflado por todos que estavam a sua volta o fez acreditar na sua própria ideação de que tudo poderia fazer e nada lhe acontecer.

A onipotência cega... cegou Eliza e Bruno, ambos sabiam que corriam riscos, mas pensaram que nada lhes aconteceriam. Resolveram jogar com o poder que julgavam ter, desconsideraram um ao outro e disputaram jogo perigoso, sem regras, sem juízes, sem segundo tempo, sem ganhadores.

Faltou em ambos a estrutura de uma família que mostra os limites básicos da formação do indivíduo, o lidar com as frustrações de forma positiva; faltou o amor de mãe que acolhe e faz o individuo sentir-se inteiro na sua existência, na sua potencialidade, tendo integrado que o verdadeiro poder está em aceitar que o outro também tem o seu poder.

Postado por Ana Katarina Gurgel

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Presente aos leitores psi

Navegando na net, encontrei esse site com livros para downloads (e-books) muito indicados para aqueles que lidam com o comportamento humano. Na maioria, são livros técnicos, mas indispensáveis para nossa formação teórica; muitos deles são difíceis de encontrarmos em livrarias, sem contar os diversos artigos científicos sobre os mais variados temas. Não deixem de acessar:
http://www.4shared.com/account/dir/32185736/92958e7e/sharing.html?rnd=3

EM CASO DE DÚVIDA...

Biblioteca em casa deixa crianças mais inteligentes




Estudo mostra que a quantidade de livros disponível em casa, e o estimulo a leitura destes na infância contribui para melhorar o vocabulário, exercitar a imaginação e ampliar a noção temporal e espacial



Um grupo de sociólogos das universidades de Nevada em Las Vegas e da Califórnia em Los Angeles realizou o maior estudo internacional sobre a influência dos livros na educação escolar. Os resultados mostram que, independentemente do nível educacional dos pais, do status socioeconômico e do regime político, quanto mais livros houver em uma casa, mais anos de escolaridade atingirá a criança que crescer nela. Participaram do estudo mais de 70 mil pessoas de 27 países, entre os quais Estados Unidos, China, Rússia, França, Portugal, Chile, África do Sul (o Brasil não foi incluído). A conclusão foi publicada na revista Research in Social Stratification and Mobility.
No artigo, os autores explicam que o nível cultural e educacional dos pais também influencia a escolaridade atingida pela prole, mas nesse caso a correlação é mais fraca do que com o tamanho físico do acervo familiar de livros. Os resultados mostram também como o gosto pela leitura tende a diminuir diferenças sociais. Nos lares mais modestos, o efeito de cada acréscimo ao acervo no futuro acadêmico da criança é mais acentuado do que a adição de um volume a uma biblioteca mais ampla. Apesar de a tendência ter sido observada em todos os países, houve diferenças importantes entre eles.
Nos Estados Unidos, na França e na Alemanha, uma biblioteca com cerca de 500 volumes representou acréscimo de dois a três anos na escolaridade das crianças, comparando com uma casa sem livros. Na Espanha e na Noruega, o número saltou para até cinco anos e na China atingiu o máximo, entre seis e sete anos.